Setembro Amarelo – Mês de prevenção ao suicídio – Valorização a vida, valorização da saúde mental

Nutrição no Envelhecimento
28 de agosto de 2018
Afinal, a marca do implante dentário importa mesmo?
3 de outubro de 2018
Exibir tudo

Setembro Amarelo – Mês de prevenção ao suicídio – Valorização a vida, valorização da saúde mental

A campanha Setembro Amarelo foi iniciada pelo Centro de Valorização à Vida (CVV) e pela Associação Brasileira de Psiquiatria em 2015, com o objetivo de informar a sociedade sobre o suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo, sendo a segunda maior causa de morte de pessoas entre 15 a 29 anos, destes 79% são homens e 21% são mulheres, e 75% dos casos de suicídio, no mundo, ocorrem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Talvez você se questione “mas o que leva uma pessoa a cometer suicídio?”

O suicídio está presente ao longo de toda a história da humanidade, em todas as culturas. É preciso compreender que existem diversos fatores a serem considerados, de cunho social, psicológico, biológico, cultural. O ato do suicídio é o desfecho do acumulo de diversos fatores da vida do indivíduo, não se trata de algo causal e pontual, é preciso olhar para o sujeito como um todo, em suas experiências ao longo da vida. O sofrimento que acomete uma pessoa com comportamento suicida é tão grande, que para aliviar a dor, ela tenta, e em muitos casos consegue, findar com a própria vida.

A cada 10 suicídios, aconteceram 40 a 60 tentativas que poderiam ter sido evitadas, e um dos aspectos primordiais de contribuição para evitar o ato é a oferta de ajuda. Mas, para oferecer ajuda, precisamos falar de suicídio, de saúde mental, de valorização da vida para instruir a sociedade sobre a prevenção, visando contribuir com o enfrentamento deste que é um grande problema de saúde pública.

Fique atento aos sinais, procure perceber se a pessoa possuiu discursos em que ela diz se sentir um peso para as pessoas ao seu redor, que não tem razões para viver, que está passando por uma dor insuportável, se sente sufocada, e fala em algum momento em se matar. No que se refere a comportamentos nota-se que a pessoa pode estar dormindo muito ou pouco, passa a ter ações de imprudência, abandona atividades que antes eram corriqueiras, se isola das pessoas próximas; O humor pode variar entre raiva, irritabilidade frequente, perda de interesse, tristeza.

É importante destacar que os sintomas podem variar de um sujeito para o outro. Mas, caso a pessoa lhe faça estes tipos de relatos, busque acolhe-la, converse com ela sem julgamentos, fique em contato continuo com a pessoa, incentive para que ela busque ajuda especializada, como uma unidade básica de saúde, Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais, profissionais em saúde mental como psicólogos e psiquiatras, e ainda o CVV, discando 188 de forma gratuita, para atendimento imediato.

Ainda existem muitos tabus ligados à procura por ajuda quando a temática é saúde mental, mas lembre-se quem sabe a dor e o sofrimento que está sentindo é você, e apenas você. Não tenha vergonha de procurar ajuda especializada.

O que você quer dizer, o que você sente, sua vida, sua saúde mental, são importantes! Você é importante!

Texto por Kelly Gomes. Psicóloga, Pós Graduada em Avaliação Psicológica, Psicóloga clínica na abordagem do Psicodrama. Atendimento para Crianças, adolescentes e adultos.
Psicologa