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Precisamos falar sobre câncer bucal

Ninguém gosta de falar sobre doenças, principalmente sobre o câncer que carrega uma justificada fama de enfermidade perigosa. Esta resistência, no entanto, colabora com as 4000 mortes anuais que o câncer bucal está relacionado. Por isso, precisamos falar sobre o câncer bucal.

Fala-se muito de neoplasias (outro nome para câncer e que usaremos aqui) em diversas partes do corpo: pulmões, fígado, mama… Mas por vezes deixamos de lado a boca, que está entre as regiões de maior incidência destas lesões. Temos diversos fatores de risco relacionados à incidência de neoplasias na cavidade oral. Entre eles, o cigarro e o álcool. Se os dois hábitos estiverem juntos, o risco é ainda maior e o cuidado tem que ser redobrado. Como a maior incidência de lesões de boca é no sexo masculino (bastante por uma questão de hábitos e ausência de cuidados), devemos ressaltar a relevância de consultas constantes para os homens.

O câncer é por seu princípio uma enfermidade onde temos alterações genéticas na célula. Portanto, o caráter hereditário é um importante fator de risco e você deve informar seu médico ou cirurgião-dentista sobre seu histórico familiar em relação à doenças. Como nas outras partes do corpo, as neoplasias de boca podem ter características benignas ou malignas. Este fator é determinante quando pensamos em modalidades de tratamento e riscos trazidos pela doença.

É verdade que fatores de risco auxiliam o surgimento de neoplasias bucais, mas qualquer um está sujeito à sua incidência. A regra é clara: visite seu dentista regularmente e atente-se para alterações de cor ou de volume na região oral, não esquecendo da região de língua e lábios. Estes cuidados são simples e podem prevenir problemas mais sérios no futuro. Não é o intuito de ninguém criar preocupações desnecessárias, mas como diz o ditado, é sempre melhor prevenir do que remediar.

Por: Dr. Angelo Parisotto
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