Buscar a terapia de casal pode ser de grande valia

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Buscar a terapia de casal pode ser de grande valia

Muitas pessoas idealizam o amor e uma vida a dois. No entanto, a complexidade de um relacionamento amoroso chama à vida real em que os conflitos são normais. Mas, quando um relacionamento passa a trazer sofrimento buscar a terapia de casal pode ser de grande valia. Geralmente, os casais postergam a busca de auxílio o que leva ao desgaste emocional e o surgimento de mágoas que podem comprometer a relação. A terapia de casal pode auxiliar as múltiplas configurações de casais, sejam eles, de casais homoafetivos (homossexuais e lésbicas) ou de casais heterossexuais, já que, as problemáticas podem ser as mesmas.

Várias são as razões pelas quais um casal busca a terapia. Dentre elas então: o desgaste na relação, comunicação ineficiente, distanciamento afetivo, problemas sexuais, traição, divergência na criação dos filhos, dificuldades de adaptação as diferentes etapas da vida, entre outros. A Terapia também pode ser realizada na fase de namoro, a fim de fortalecer o relacionamento e trabalhar possíveis divergências.

Na terapia de casal o psicólogo trabalha os vários aspectos que envolvem a vida a dois. Ele possibilita contribuir como facilitador da comunicação, busca a qualidade na interação e o entendimento frente as problemáticas por eles vivenciadas. O casal é convidado a olhar para a bagagem que cada um traz de suas famílias de origem, suas marcas e experiências de vida a afim de identificar repetições, comportamentos disfuncionais, psicopatologias e outros aspectos que podem estar interferindo na relação.

A terapia de casal não tem por objetivo unir ou separar. Ela é uma ferramenta que permite o entendimento e a busca de respostas frente a demanda apresentada. Por isto, ambos os cônjuges devem ter o comprometimento e a responsabilidade assumindo um papel ativo na busca do entendimento e da mudança em benefício da relação. A indicação da terapia está diretamente atrelada a disposição de ambos trabalharem sua relação, com a coragem de admitirem sua parcela de responsabilidade frente aos conflitos e buscarem novas soluções para os mesmos (ANTON, 2013).

Cada cônjuge é coadjuvante neste processo em que o respeito as singularidades é fundamental. É um processo de entender, ceder, aceitar, reciclar. Não se trata de mudar o outro, e sim, mudar o que é fator de conflitos, fazendo escolhas necessárias à relação. Ser casal é estar conectado, é compartilhar, é ter objetivos em comum. Portanto, a capacidade de dar e receber, que caracteriza o amor maduro pressupõem, uma boa autoestima, se sentir realizado, sem medo de ser invalidado, sem depender do outro mas, somar com ele (ANTON, 2012).



Texto por: Psicóloga Marcia Regina Favaretto Guaragni – CRP 12/09508